terça-feira, 29 de abril de 2014

Capitulo 7 - Tobi, O cão infernal.

Ao ver Lis, Tobi voltou ao estado normal mas antes os outros cães sentiram sua presença e gerarão um grande alvoroço nos canis do castelo deixando todos inclusive a rainha intrigados pelo que ela sabia havia um cão pelo qual Kalecgos chamava de Alfa e que comandava a matilha e sua presença sempre atiçava os outros cães ele os comandava mas ele havia sumido na época da morte de Kalecgos. Mas longe dali Lis continuava assustada, tinha muito o que conversar com sua mãe quando chegasse em casa.
_ Onde você conseguiu esse cão ? - Soul falou entre sorrisos.
_ Isso não é brincadeira. - Ela disse seriamente. - Eu o tenho desde que nasci mas minha mãe nunca fala sobre isso.
_ Desculpe, só estava tentando quebrar esse clima pesado. - Ele falou sem graça.
_ Tudo bem, será se esta tudo bem com os outros? - Ela disse preocupada.
_ Acho que sim.
Enquanto isso...
_ Ei Ray, seu amigo falou algo sobre mim? - Sashi perguntou em tom tímido.
_ Não, porque ele falaria? - Ray respondeu secamente.
_ Por nada. - Ela corou.
_ Poque você está vermelha? Por acaso está a fim do Soul? - Ele perguntou tentando parecer não se importar.
_ Talvez, e se eu não estiver não é da sua conta. - Ela disse fechando a cara.
_ O que ele tem de tão especial? Garotas... - Ele disse aborrecido.
Duas horas depois eles se reuniram novamente no portão dos fundos da cidade.
_ Ray, aconteceu algo com vocês? - Soul perguntou notando as caras ainda emburradas.
_ Apenas um ladrão, cuidamos dele rapidamente. E com vocês?
_ Não foi exatamente isso que perguntei mas tudo bem, fomos atacados por um bando mas Tobi cuidou deles.
_ Como? - Ray perguntou assustado.
_ É uma longa historia. - Lis disse cortando o assunto. - Bom acho que encerramos por hoje, vocês dormirão na minha casa?
_ Claro. - Soul afirmou rapidamente.
Enquanto seguiam até a casa de Lis, no castelo a Rainha ainda se perguntava sobre a inquietação dos cães, e resolveu então mandar Súcubos soltar e seguir um dos cães e ver o que aconteceria.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Capitulo 6 - Surpresas.

_ Ray, Ray, Ray, você vai acabar metendo a gente em apuros. - Soul disse chegando enfim a Cidade de Orion.
_ Elas estão precisando de nós, e irão pagar, que mal tem ? - Falou Ray desviando o olhar para o alto.
_ Tem certeza que é esse o motivo? - Soul encarou o amigo.
_ Ora qual outro motivo eu teria? Agora vou para minha casa, te encontro aqui às 4 horas para irmos para a vila, até mais Soul. - Ray disse apressando os passos.
Soul chegou em casa e encontrou seu pai dormindo sentado em uma cadeira,"ele devia estar preocupado" pensou, e quando ia adentrando em seu quarto escutou uma voz lhe chamar.
_ Onde você passou a noite garoto? Perdeu o juízo? - Seu pai o repreendeu.
_ Desculpa pai, eu posso explicar, ontem enquanto caçava com o Ray vimos uma garota sendo atacada por bandidos e...
_ Já sei, não precisa mais falar nada, se fez o que era certo a se fazer está tudo bem.
_ Obrigada pai. Mas eu tenho algo pra lhe falar. - Soul disse serio.
_ O que foi? - O pai perguntou preocupado.
_ Ontem enquanto eu lutava com os bandidos algo estranho aconteceu, minha pele começou a queimar e uma força estranha surgiu de repente, bom eu sei que sou diferente, mas eu realmente queria saber o que eu sou de verdade. - Ele perguntou olhando para o chão.
_ Você é meu filho, e só isso. - O pai disse abraçando o filho. - Eu te amo, não se preocupe com isso. - "Espero que um dia ele descubra" seu pai pensou.
_ Tudo bem pai.
Às 4 horas Ray se encontrou com Soul e eles retornaram a Vila das Flores.
_ Olá garotas - Ray acenou a elas que os esperavam na porta quando eles chegaram.
_ Olá - Elas disseram em único som.
_ Estou vendo que vieram preparadas. - Disse soul sorrindo, quando foi surpreendido por um cachorro cheirando sua mão. - Oi garotão - Ele acariciou a cabeça do cão que devia ter cerca de 1 metro, o cão baixou a cabeça em sinal de respeito.
_ Estranho, o Tobi costuma não gostar de ninguém, mas vamos, está na hora de ir, é melhor nos dividimos em duplas.
_ Eu vou com a Sashi - Ray se pronunciou, Sashi quis protestar mas não falou nada.
_ Então vamos, eu vou com o Soul pelo leste e vocês vão pelo o oeste, nós encontraremos daqui a três horas na entrada dos fundos do vilarejo ok?
_ Ok! - Todos responderam e partiram adentrando a floresta, um longo silencio se fez entre Lis e Soul até que ela resolveu quebrar aquele clima de tensão.
_ Porque decidiram nós ajudar? - Ela perguntou curiosa.
_ Eu só topei pelo Ray, ele parece ter se interessado por sua amiga. - Ele disse sorrindo - Espero que não conte a ela.
_ Não contarei - Ela disse sorrindo - Mas sinto quebrar as expectativas dele e dizer que ela esta interessada em você.
_ Em mim!? Porque alguém se interessaria por mim? - Ele disse sorrindo.
_ Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa - Lis gritou em desespero quando teve seu pé puxado por uma armadilha ficando em pendurada de cabeça para baixo em uma arvore. - Socorro, me tira daqui. - Ela disse vermelha enquanto usava as mãos para segurar a saia de seu vestido.
_ Calma eu vou te... - Soul se calou quando sentiu uma faca tocar em suas costas.
_ Ora, ora o que temos aqui!?
Cerca de seis homens surgiram com facas e arcos.
_ Olha só, uma garotinha, um cachorro e um projeto de homem. - Todos cairão na gargalhada. - Soltem a garota. 
Um dos homens usou um facão e cortou a corda com uma só punhalada fazendo Lis cair abruptamente no chão.
_ O que vocês acham de fazermos um churrasquinho desse cão enquanto nós divertimos com a garota? - Um deles disse se aproximando do cão com um facão.
_ Tobi corre! - Disse Lis desesperada.
_ Olha só o pulguento é da garota. - Ele se virou para falar quando sentiu um ar quente na sua nuca, o cão cresceu e agora tinha cerca de dois metros e seus caninos se mostravam e ele rosnava com muita raiva, o homem caiu nos chão e os outros tentaram fugir mas em um piscar de olhos Tobi matou todos deixando apenas seus corpos estraçalhados por suas presas.
_ To... Tobi. - Lis falou em estado de choque com o que viu.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Capitulo 5 - A Aliança

Lis acordara para trocar os curativos de Soul, era por volta de 3:30 da manhã, enquanto retirava os curativos velhos ela percebeu que não havia necessidade de novos, todos os ferimentos já haviam fechado, na verdade parecia que eles nunca haviam existido, mas percebeu que sua temperatura estava um pouco alta, então pegou um pano umedecido para por em sua testa mas quando tocou nos cabelos que cobriam a testa de Soul ela sentiu uma mão a impedir, ele havia acordado, então ela olhou para ele, seus olhos azuis eram tão profundos quanto o oceano, ela ficou imóvel.
_ Você, não pode fazer isso. - Ele falou com uma voz tremida.
_ Ai meu Deus, você acordou, como você se sente? - Ela perguntou um pouco constrangida.
_ On...Onde eu estou? O que... O que aconteceu? - Soul perguntou tentando se levantar da cama, ele ainda não havia se recuperado totalmente e estava fraco.
_ Você esta na vila das flores, essa é minha casa, você foi espancado tentando proteger minha amiga então tenho a obrigação de cuidar de você, a proposito meu nome é Lis.
_ Eu agradeço a hospitalidade e os cuidados, bom acho que vou ter que ficar aqui até o amanhecer, espero não estar incomodando.
_ Não, pode ficar o quanto quiser, vou trazer algo para você comer. - ela disse se levantando.
_ Espera, onde está meu amigo Ray? Ele que me trouxe?
_Sim, ele esta deitado numa rede na sala, ele está bem não precisa se preocupar. - Ela disse com um sorriso amigável se retirando e logo retornou com o mesmo sorriso segurando um pão e uma xícara de chá. - Esse chá vai ajudar a baixar a febre.
_ Obrigada. - Ele disse recebendo a comida.
_ Agora que está bem eu irei me retirar, tenha uma boa noite.
_ Você também. - Soul disse sorrindo, ele tinha a impressão de conhecer aquela garota de algum lugar mas não se lembrava de onde.
A noite foi tranquila para quase todos, menos para Soul não conseguia parar de pensar em Lis, tão gentil e bonita, nunca havia visto uma garota com tamanha beleza, e assim que fechava os olhos tinha pesadelos, ele via uma criança, uma menina, seus olhos eram iguais os de Lis, o que aquilo significava ele perguntava, mas logo os primeiros raios de sol adentraram na pequena casa acordando a todos, então se reuniram para tomar o café com a presença de Sashi que havia chegado cedo na casa e ajudou a senhora Lunar a preparar o café.
_ Bom dia - Sashi falou quando todos se reuniram na mesa. - Vim aqui porque queria agradecer por terem me salvado ontem, estou em divida com vocês, e a proposito me chamo Sashi.
_ Não tem porque agradecer, fizemos o que achamos certo. - Disse Soul com um sorriso tímido. - Eu quero agradecer por cuidarem de mim e meu amigo durante a noite passada.
_ Não tem porque agradecer. - Lis respondeu sorrindo. - Só fiz o que era o certo a se fazer - ela disse olhando fixamente para ele.
_ Se não for me intrometer muito, o que aconteceu quando os rapazes pararam de te bater Soul?
_ Eu também gostaria muito de saber senhorita Sashi.
Sashi corou.
_ Agora temos que ir, não é mesmo Ray?
_ Sim, claro, muito obrigada pela comida. - Ele disse sorrindo.
_ Esperem, eu tenho uma proposta a fazer pra vocês. - Sashi disse um pouco incerta.
_Que tipo de proposta? - Soul perguntou estranhando.
_A vila tem sido bastante atacada, e eu vi como vocês foram bons em acabar com aquele bando, seria bom ter vocês por perto caso aconteça novamente, eu posso pagar pelas rondas e ajudar também.
_Claro, a Sashi tem razão, eu poderia ir junto também, sei usar um arco.
Ray olhou para Soul e ele entendeu que Ray queria ajudar.
_ Tudo bem então, as 5 da tarde estaremos na entrada da vila esperamos vocês - Ele disse partindo. 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Capitulo 4 - Vila das Flores

Na noite da morte do demônio a criança e a mãe que ele havia poupado da morte seguiram até um vilarejo sobre a proteção do cão infernal que ao lado delas assumia uma forma mais suave mais parecida com a de um cão de caça e recebeu o nome de Tobi, ao chegarem ao vilarejo a mãe de Lis, Lunar, estava completamente exausta e faminta, chovia muito e ela só pensava em proteger a pobre criança recém nascida, ela se encostou numa velha padaria e ali ficou esperando uma ajuda,e a ajuda apareceu.
_ Ei vocês, o que fazem nessa chuva? Entrem! - Uma senhora falou abrindo a porta da padaria.
Lunar adentrou a padaria rapidamente com Lis no colo, o cachorro ficou do lado de fora.
_ Ai meu deus, pobre criança, vou pegar alguns panos parar se enxugarem, ainda tenho algumas roupas da minha filha e tenho certeza que ficarão boa em vocês, entrem minha casa é logo ao fundo. - Falou a senhora adentrando no quarto, a casa era pequena mas bem aconchegante. - Meu nome é Lee e o de vocês?
_ Eu me chamo Lunar, e essa é minha filha Lis. - Falou Lunar calmamente.
_ O que aconteceu com vocês - Falou a senhora já voltando e entregando a Lunar roupas secas e panos.
_ Nossa aldeia foi atacada minha senhora, todos mortos pelos demônios reis, só eu e minha filha sobramos, fomos polpadas por Kalecgos. - Ela disse com tristeza.
_ Isso é terrível, é melhor descansarem um pouco tem pães em cima da mesa e podem ficar com o quarto que acabei de entrar, era da minha filha mas ela infelizmente já se foi. - Disse a senhora tristonha. - Tenham uma boa noite.
Lee às acolheu e ensinou a Lunar a fazer pães e cuidar da padaria, logo ela partiria e precisava que alguém cuidasse das coisas, e viu que em Lunar e na pequena criança havia bondade, Lis cresceu aprendendo a ter coragem e ser delicada, a cada ano que passava se tornava mais bela, nela havia uma bondade quase inacreditável, virou amada e respeitada por todos do vilarejo, nela havia algo especial. 18 anos se passaram e as coisas nos últimos anos começaram a se tornar difíceis havia 2 anos que Lee havia falecido e aquela havia sido uma perda difícil e logo depois a vila começou a ser alvo constante de bandidos, e numa noite difícil, algo que ela não esperava aconteceu, sua melhor amiga que havia saído para coletar algumas flores havia sumido.
_ Mãe a Sashi sumiu, vou procurar por ela, vou levar o Tobi comigo - Lis disse pegando seu arco que ela usava para caçar.
_ Não, você não vai já esta tarde e é perigoso.
_ Mãe, eu não sou mais um bebê, eu vou procura-la. - Disse Lis já saindo da casa mas ela não precisou andar muito, logo ela avistou sua amiga apenas coberta por um casaco carregando com a ajuda de um garoto um outro garoto.
_ EI! O QUE ACONTECEU ? - Disse ela correndo até eles preocupada e abraçando Sashi. - Quem são eles ?
_ Fique calma Lis, esse é Ray e esse garoto apagado é o Soul, eles salvaram minha vida. Mas Soul precisa de ajuda, ele esta bastante ferido.
_ Venham todos para minha casa, vou cuidar de vocês.
_ Obrigada - Disse Ray timidamente.
Ao chegarem na casa de Lis, Ray deitou Soul na cama do quarto que antes era da senhora Lee e sentou-se ao seu lado, e Sashi vestiu uma das roupas de Lis e foi ajuda-la a cuidar de Soul.
_ Ele esta bastante ferido, o que exatamente aconteceu?
_ Uns bandidos me pegaram, e então Soul aparece e matou um deles, mas ainda haviam quatro, e eles bateram muito nele, mas algo estranho fez com que eles parassem, foi quando Ray apareceu e atirou flechas em quase todos menos em um que foi morto por Soul com um punhal que havia caído no chão, depois disso ele apagou.
_ Vou fazer uma pasta com umas ervas que tenho guardadas para essas situações, logo ele vai ficar bem, agora ele deve descansar, Sashi pegue um pano molhado e limpe seus ferimentos enquanto eu preparo a pasta.
_ Sim - Sashi se prontificou.
Lis e Sashi cuidaram do ferimento de Soul, Sashi foi para casa e Ray logo pegou no sono. Lis ficou no quarto sentada em uma cadeira ao lado de Soul para caso ele acordasse.
"Ele até que é bonito" Ela pensou enquanto observava seu rosto antes de cair no sono.

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Por hoje é só :) , espero que gostem, deixem seus comentários.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Capitulo 3 - O renascimento

Naquela noite o demônio havia morrido mas não por completo no seu ultimo suspiro ele usou seu resto de força de maneira sabia e então reencarnou em um garoto que nascia naquela noite em uma cidade próxima ao ocorrido, a mãe da criança notou a diferença no filho, sabia que ele não era uma criança comum ele tinha olhos azuis e cabelos negros mas no lado esquerdo de seu peito havia uma marca e em sua pequena testa havia pequenos chifres ele recebeu o nome de Soul Raito, logo apos seu nascimento sua mãe se matou em desespero e seu pai o escondeu temendo a rejeição das pessoas da cidade até que seus cabelos cobrissem os chifres que uma vez por semana eram cerrados, mas por mais que ele escondesse as pessoas notavam que o garoto era diferente ele virava alvo constante de agressões, mas seu pai sempre lhe ensinava que ele não devia se sentir inferior e que ele devia ter coragem para enfrentar aqueles que lhe queriam mal, seu pai o treinou e o tornou forte e logo ele aprendeu a se defender e a machucar quem lhe machucava, passaram-se 18 anos desde seu nascimento até que as coisas começaram a ficar feias, em um dia rotineiro de caça com seu melhor amigo Ray eles ouviram gritos vindo de mais adentro da floresta, o céu já estava escuro e eles resolveram olhar do que se tratava alguém poderia estar sendo atacado e precisava rápido de ajuda, mas ao chegarem encontraram algo que não esperavam, havia cinco homens todos altos e fortes e no meio deles uma garota com a qual eles haviam terminado de arrancar o resto de roupa que cobria seu corpo, Ray se escondeu com medo mas Soul não podia ir, seus princípios não o deixavam sair daquele lugar.
_ Ei seus idiotas, o que pensam que estão fazendo?
_ Olha só o que temos aqui pessoal! - O homem que parecia ser o mais velho do bando exclamou.
_ Saia daqui corra e salve-se ! - Gritou a garota com lagrimas nos olhos.
_ Eu não irei, deixem a garota em paz. - Ele falou com coragem.
_ E se não deixarmos você vai fazer o que? Nos matar? - Perguntou ironicamente.
Então Soul puxou a espada que havia em sua bainha e acertou num golpe certeiro um dos homens que estava a poucos metros a sua frente, mas logo os outros quatro os cercaram dois os seguraram e um outro tomou sua espada, o quarto segurava a garota para que ela não escapasse.
_ Seu moleque insolente, como ousa matar um de nós, não sabe com quem se meteu, agora você ira apanhar até a morte.
Sem hesitar o derrubaram no chão e começaram a dar vários socos e chutes cada vez mais rápidos e mais fortes.
_ Matem esse verme - disse o mais velho que segurava a garota.
A consciência de Soul estava se apagando mas ele lembrou de seu pai, lembrou de quando o mesmo falava, para ter coragem, sentiu o gosto de seu sangue nos seus lábios, e percebeu que não poderia deixar aquilo acontecer, uma raiva começou a minar de seu coração, uma sede na sua garganta começava a surgir, era a sede do sangue daqueles homens, seus dentes estavam cerrados e seus dedos enterrados no chão como garras, sua pele começou a esquentar a cada ferimento aberto sua pele aumentava a temperatura, a cada agressão seu corpo fervia, chegou a um estado de calor intenso, onde seu corpo emanava ondas de calor, sua pele agora estava tão quente quanto o mais profundo inferno que um dia ele havia habitado mas não sabia disso, os bandidos assustados começaram a se perguntar o porque daquela mudança de temperatura absurda não conseguiam mais tocar nele pois se queimavam.
_ Porque pararam seus idiotas, eu mandei o matarem! -  Gritou o mais velho.
Os olhos de Soul focaram no rosto do líder que se aproximava para lhe dar um soco, mas soul deteve o seu soco com uma das mãos que agora o queimava com intensidade, o velho sentiu seus ossos quebrarem tamanha a força com que Soul segurava seu braço, enquanto o velho e todos os outros olhavam para os olhos frios e o sorriso maligno de Soul, Ray aproveitou a situação e atirou flechas rápidas e silenciosas matando os capangas deixando apenas o velho vivo, em uma paralisia total de medo e gélido, o líder não podia fazer nada, foi quando Soul fechou os olhos e pegou uma estaca que havia no chão, e cravou no seu peito, de joelhos o velho olhava para Soul desmaiado e completamente ferido, perguntando antes de cair morto.
_O qu... O que você é ?

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Primeiramente peço desculpas pelo tempo que passamos sem postar, mas agora estamos de volta e espero que estejam gostando, deixem comentários.
Atenciosamente Larissa e Junior.


terça-feira, 15 de abril de 2014

Capitulo 2 - A traição.

Astaroth sentiu que havia algo errado com as palavras de Kalecgos.
_ Já que a matou mostre-me seu corpo. - Astaroth exigiu em tom calmo.
_ Os cães a devoraram.- Afirmou Kalecgos incerto.
_ Então iremos abri-los quero expor seus restos como exemplo.
_ Você não fara isso Astaroth, de esse assunto como encerrado e vamos para casa, eu sou o rei, e você me deve obediência. - Ele disse num tom irritado.
_ Ousas mentir para mim Kalecgos? - Ela falou irritada.
_ Esta me desafiando ? - Kalecgos falou imponente.
_ Não meu senhor, eu não ousaria, se diz que a matou, então você a matou. - Astaroth deu o fim a conversa mas não estava convencida, ela notou algo diferente em Kalecgos, mas aquela não era a hora de agir.
Os demônios retornaram, mas Astaroth não deixaria o ocorrido passar em branco, já havia um tempo que ela estava cansada de ouvir ordens de Kalecgos, era ambiciosa, queria o trono somente para si, mas como faria isso? Kalegcos era forte, poderoso, todos que ousavam o desafiar morriam de uma forma cruel. Ela teria de usar sua inteligencia e esperar o momento certo, então ela lembrou, havia um outro demônio que desejava tanto quanto ela a morte de Kalecgos, e ele tinha seguidores, não tantos mas o suficiente para mata-lo no momento certo, então ao raiar do dia ela partiu ao seu encontro.
_ Onde pensa que vai Astaroth ? - Indagou  Kalecgos.
_ Eu vou resolver uns assuntos pessoais, volto logo. - Disse ela já se retirando.
O demônio morava em uma caverna, tão profunda quanto o inferno, seus seguidores a olhavam com estranheza mas não impediram sua entrada.
_ Olá Sucúbos, a quanto tempo.  - Disse Astaroth sorrindo.
_ O que quer aqui rainha ? - Ele indagou com precisão.
_ Eu quero fazer um acordo com você. - Ela disse com voz insinuante.
_ Prossiga...
_ Há algum tempo eu venho pensado em me livrar de Kalecgos, ele está velho e parece estar perdendo sua noção, mas eu sozinha não consigo mata-lo pois seu poder é maior que o meu, então venho pedir sua ajuda.
_ E o que eu ganho com isso? - Ele perguntou curioso.
_ Você ganha poder, eu como rainha suprema te nomearei minha mão direita e terá tudo que quiser.
_ Isso é ótimo, mas mesmo com você ao nosso lado não temos força suficiente para derrota-lo.
_ Não temos força para derrota-lo agora, mas há um tempo em que o demônio perde uma boa parte de seu poder e esse tempo já chegou, a noite em que a lua se torna sangrenta e o céu mais escuro que a pior das trevas, hoje você tem que preparado leve seu exercito para a grande montanha eu darei um jeito de leva-lo até lá.
Enquanto isso o cão infernal voltava ao castelo com noticias da criança, ela estava bem, então o demônio ordenou que voltasse e ficasse de vigia e ajudasse a elas a encontrar uma cidade segura, o cão obedeceu. Logo após sua saída Astaroth retornou ao castelo mas nada falou, Kalecgos notava o quão estranha andava sua rainha, e temendo o pior sabendo que aquela noite a lua sangrenta tomaria o céu, não questionou a forma que Astaroth vinha se comportando mas havia outro assunto que o perturbava e ele precisava fazer algo rápido ou ela descobriria sobre a pequena criança que estava sobre sua guarda, mas não poderia arriscar sair naquela noite, mas sabendo que sua vida estava em risco ele fez uma coisa inimaginável, passou um tempo trancado no seu trono, e ali fez algo ainda não testemunhado, saiu de sua sala caído no chão, estava cego não sentia mais seus olhos e estava fraco, tinha ele entregado metade de seu poder e sua visão para algo que todos queriam saber, uma batalha todos afirmavam, uma promessa, haviam demônios perguntando, os mais velhos e sábios diziam com certeza em Hellfire, lugar de sua fortaleza , que esse sacrifício tao grande só poderia significar uma coisa, um feitiço... Uma maldição que todos um dia temeriam, mas mesmo com todo alvoroço do seu povo, Kalecgos continuou ali sem nenhuma palavra aquela noite.

Astaroth já estava farta, seria a gota d'água primeiro o grande demônio rei havia perdido a sanidade e agora uma maldição em baixo dos seus olhos, e não sabia o que o engenhoso porem fraco rei estava planejando, com medo do pior acontecer Astaroth decidiu agir rápido, e prometeu acabar com aquilo aquela noite.
_ Kalecgos, você esta se perdendo esta fraco, e logo agora com a lua sangrenta não é esperto fazer feitiços que o enfraquecem ainda mais, deixe tomar o seu lugar, pegue a minha visão me deixe sofrer por você, o seu povo precisa de um rei.
_ Kalecgos desconfiava de sua rainha, mas ate ele lembrava que um rei sem poder não seria nada, então ele concordou.
_ Eu não serei tolo com a sua visão Astaroth deixarei que você veja por meus olhos também e ti guiarei, mas você tem certeza que é isso mesmo que deseja ? 
_Meu senhor eu faria tudo por você, é isso que eu desejo, mas por favor me mostre a ultima vez a luz dessa lua, quero ter certeza que não me arrependerei disso.
Se sentindo culpado Kalecgos realizou o desejo de sua rainha, a levou para a montanha mais alta que ela havia desejado, a mesma montanha que se encontrava Sucúbos, com a guarda baixa e no seu momento mais fraco Kalecgos foi atacado e nada pode fazer para se defender, Astaroth a sua companheira mais fiel, o tinha traído, e agora fraco, cego, e a beira da morte Kalecgos temia que seu fim estava próximo, e com seu ultimo suspiro fez um ultimo feitiço em silencio e então morreu, e como planejado Astaroth levou Súcubos para dentro dos portões da grande fortaleza, que já não era mais a mesma...  Agora mais do que nunca hellfire sofria de um mal e um terror jamais imaginável, com a lua sangrenta no céu daquele dia e o mais odiado demônio de todo o reino dentro dos portões, não se sabia mais o que aconteceria com aqueles que moravam ali.
Ao comemorar Astaroth ria e brincava com varias peças do grande castelo, chegando ao trono que naquela mesma noite Kalecgos havia se trancado, sabendo que o poderoso rei tinha caído Astaroth finalmente sorriu e pós a se sentar no trono que agora era seu por direito.
Só que o inesperado aconteceu, se sentiu tonta e no momento uma grande escuridão a cegou, uma voz ao longe surgiu em sua cabeça que falava.
_Eu não queria fazer isso mas como  meu coração sentia tempos de guerra chegando, então eu o fiz.
_ Kalecgos ?  - gritou Astaroth achando ter ficado louca, notara que suas mãos e pés se tornavam parte do grande salão e que sua visão perfeita, tinha agora sido trocada por uma grande escuridão, o rei morto, tinha amaldiçoado seu próprio trono, a tornando para sempre parte do seu grande salão, gritos de ódio e desespero foram ouvidos por toda Hellfire, e não se podia fazer nada exceto explicar no dia seguinte que o grande rei havia morrido em batalha honrosa, e que agora Sucúbos que antes sido grande ameça do rei agora era a mão direita da rainha. Mas eles não sabiam nem tudo estava perdido...

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Oi gente, esse foi o segundo capitulo, que fdp essa Astaroth não? Espero que deixem comentários, no próximo terão surpresas.


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Capitulo 1 - O inicio

Houve um tempo em que os demônios dominaram o mundo, só existiam as trevas e o sofrimento, os solos se tornaram inférteis e a fome dominou o mundo, as pessoas se tornavam más e corrompidas, não existia mais fé nem esperança, mas, uma noite a lua brilhou no céu mais uma vez e iluminou o nascimento de uma criança, uma menina, que foi batizada com o nome de Lis  por conta da cor lilas dos seus olhos, seus cabelos eram negros e sua pele branca, sua beleza mesmo para uma bebê era incomum. Os aldeões festejaram naquela noite mas não por muito tempo, os demônios reis Kalecgos e Astaroth souberam do festejo na aldeia e se irritaram, naquelas terras  não deveria haver nenhum rastro de alegria, então foram pessoalmente destruir a aldeia, consigo levaram sua matilha de cães infernais, que a cada passo destruíam e mutilavam todos e tudo que encontravam pelo caminho, logo eles chegaram a aldeia.
_ Parem ! -  Kalecgos ordenou a seus cães que já estraçalhavam com suas presas e garras alguns aldeões.
Os aldeões olhavam assustados os dois demônios tamanhas suas grandezas e maldade.
_ O que esta havendo aqui ? Porque festejam seus vermes ? - Perguntou Astaroth com uma voz calma.
Os aldeões se entreolharam e então um dos anciões da aldeia falou.
_ Houve um nascimento na aldeia, uma menina, apenas comemorávamos seu nascimento, peço perdão se nossa comemoração os irritou essa não era nossa intenção. - Falou calmamente como se não tivesse medo dos demônios que pairavam ali na sua frente.
_ Demônios não perdoam seu velho. -  Astaroth falou pegando o ancião pelo pescoço, logo os aldeões começaram a correr e a gritaria começou. Os cães infernais recomeçaram a atacar e os demônios procuravam a tal criança, mas ela estava muito bem escondida com sua mãe, mas isso não foi o suficiente, com alguns minutos Kalecgos as achou, a mãe se pós na frente da filha e começou a rezar, mas o demônio apenas sorriu e a empurrou ela gritava desesperada e implorava que ele nao a machucasse, mas ele pegou a criança e estava prestes a mata-la quando viu seus olhos, a pureza da garota o paralisou ele caiu de joelhos e apenas a admirou, não conseguia mata-la, por algum motivo ele não conseguia, ouviu a voz de Astaroth e se apressou, por algum motivo ele quis proteger aquela criança, uma simples humana.
_ Saiam agora daqui, corram para as montanhas e se escondam na caverna mais escura que acharem - ele disse calmamente - E você ira com elas e as protegerá - Ordenou ao cão infernal que estava ao seu lado, ele era o maior do bando e o obedeceu sem pestanejar e foram adentrando na floresta. Então ele se levantou e foi ao encontro de Astaroth.
_ Onde está a criança ? - Astaroth o perguntou. - A aldeia já esta em chamas e eu não a encontrei, presumo que você tenha tido essa honra.
_ Eu a matei, agora vamos. - O demônio disse tentando parecer fazer de suas palavras uma verdade, Astaroth o conhecia como a palma de sua mão, temia que não conseguisse a enganar.


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Bom, essa foi uma especie de sinopse, espero que gostem e deixem comentários.