_ Nossa ronda hoje foi estranha. Estou exausto. - Disse Soul bocejando.
_ Foi sim, mas já estou me acostumando com coisas estranhas. - Disse Lis com o olhar perdido.
_ O que houve Lis? - Sashi perguntou preocupada.
_ Minha mãe, ela me contou, toda a verdade, todos esses anos eu sempre quis saber o que houve com meu pai, como viemos parar aqui sem nenhum parente mas nunca tinha tido nenhuma resposta até hoje. - Disse Lis deixando algumas lagrimas escorrerem do seu rosto.
_ Lis, por favor não chora. - Sashi abraçou a amiga. - O que aconteceu?
_ Eu vou contar pra vocês, mas por favor não falem nada para mais ninguém. No dia em que eu nasci houve uma festa no meu vilarejo, mas o rei e a rainha souberam da comemoração e vieram para destruir meu vilarejo, minha mãe se escondeu comigo mas o rei nos achou, minha mãe rezou e Deus nós escutou e o demônio quando me tocou para me matar desistiu e mandou que corrêssemos para a montanha nós dando Tobi como guardião, minha mãe me levou ate uma caverna e ficamos lá até o dia amanhecer, então o demônio nós encontrou e nos deu um pouco de comida e dinheiro e mandou que fossemos para o vilarejo mais próximo que encontrássemos, a comida não durou muito e quando encontramos o vilarejo minha mãe já não aguentava de fome então a doce senhora que morou nessa casa nós acolheu e nós deu tudo que temos hoje.
_ Você não tem porque chorar, um demônio poupou sua vida, você devia ser grata. - Disse Soul um pouco irritado. - Você não sabe o que é ter uma vida estranha. - Então Soul saiu da casa e Súcubos correu de volta ao palacio para contar o que havia escutado para a rainha, ele estava confuso, porque Kalecgos havia poupado a vida de uma garotinha? Talvez a rainha tivesse respostas.
_ Não liguem para ele, ele as vezes tem crises de personalidade, logo vai passar e ele vai voltar. - Disse Ray.
Eles ficaram conversando até todos caírem no sono, Soul ainda vagava fora da casa mas o sono o pegou e ele se encostou numa arvore e adormeceu e teve novamente o sonho que estava lhe apavorando há algumas noites só que dessa vez estava mais nítido e mais assustador do que as outras vezes. Ele estava num palácio ao seu lado estava a rainha, eles recebiam um comunicado, um festejo estava acontecendo, de repente ele via rostos de dor e agonia, pessoas sendo mutiladas, havia gritos por todos os lados, ele queria ajudar mas não conseguia, então ele via de novo, a menina, os olhos lilas, ele ia mata-la mas não conseguia, ele não queria, não podia.
_ Soul acorde. - Lis o encontrou.
Ele escutou a voz de Lis e acordou assustado, os olhos, os olhos de Lis eram iguais aos da garota no sonho, ele sentia seu corpo queimar, ele estava assustado, ele ainda sentia o cheiro de sangue, o corpo dele ficava cada vez mais e mais quente com as imagens que surgiam na sua cabeça, sentia como se sua pele estivesse desmanchando, um cheiro forte de enxofre, seus olhos ficaram totalmente vermelhos, e um dos seus chifres mais exposto, começou a tomar uma forma escura como uma sombra imensa, o céu inteiro escureceu, ele olhou para Lis, com uma sombra grande em forma de mão ele tentou toca-la, Lis apavorada fecha os olhos cobre sua cabeça com os braços e ao dar um passo para trás tropeça, mas antes que a sombra pudesse toca-la uma luz forte com uma forma de escudo se forma entre a garota e a garra, quando Soul toca o escudo rapidamente retoma sua temperatura e forma normal e o céu se abre de novo, ele não intende o que aconteceu, mas vê a sua frente Lis desmaiada e aparentemente bem exausta e sem forças. Ele a pega no braço e corre para dentro da casa dela.
Enquanto isso no castelo Súcubos já havia falado tudo que escutara a rainha Astaroth, quando a rainha sentiu o céu escurecer ela temeu, algo muito ruim estava por vim, ela se lembrava perfeitamente da noite em que atacaram a aldeia da menina, ela não fazia ideia do motivo pelo qual Kalecgos não há havia matado, muitas questões surgiam em sua mente mas nada ela podia fazer pois estava condenada a viver presa naquele trono.
_ Súcubos quero que traga essa menina para mim, o mais rápido possível.
_ Sim majestade, eu a trarei.
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